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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

O Que Todo Professor Precisa Saber e Fazer Quando Tem um Aluno Cego

Há providências a serem tomadas por qualquer professor que tenha um deficiente visual em sua classe. Entre elas destacam-se aquelas referentes ao estabelecimento de procedimentos de segurança e orientações para o relacionamento entre os alunos. Outras orientações importantes são:
1 -Encorajar alunos cegos a utilizar tecnologias assistivas e providenciar para que não se sintam constrangidas ao fazê-lo, promovendo um clima de aceitação entre todos os alunos;
2 -Providenciar para que todos os materiais adaptados (textos com impressão em braile, mapas e ilustrações em relevo, objetos para manipulação concreta, etc.) estejam disponibilizados antes de iniciar as aulas;
3 -Permitir que o aluno tenha um tempo extra para manusear e conhecer os materiais, devidamente adaptados, se possível antes do início das aulas e com a intervenção de um professor de apoio para orientá-lo;
4 -Permitir que os alunos cegos tenham tempo extra para a realização de tarefas e provas, especialmente se precisarem realizar leitura em braile; estima-se que alunos que fazem avaliações com ledores necessitam 50% de tempo extra e alunos que lêem braile 100%, pois precisam também revisar seus registros;
5 -Permitir que respostas possam ser dadas oralmente, com registro feito por um colega ou professor assistente nas atividades de fixação, evitando desperdício de tempo e atrasos ou reduza a carga de tarefas que o aluno cego precisará realizar ao mínimo;
6 -Ser bem específico ao fazer solicitações ou apresentar instruções verbais, evitando rodeios, “indiretas”, ironias e coisas similares; geralmente o aluno cego (principalmente os mais novinhos) tem um entendimento muito “concreto” do mundo – evite confundi-lo;
7 -Organizar o ambiente e orientar os outros alunos para que mantenham sempre o mesmo posicionamento do mobiliário da sala evitando choques e tropeços;
8 -Manter as portas completamente abertas ou completamente fechadas e notificar o aluno cego sobre essa condição para que ele possa se orientar e mover-se com segurança (portas entreabertas são realmente perigosas para alunos cegos); Nunca deixar o ambiente sem avisar o aluno antes além de informá-lo também sobre a presença/ausência de outras pessoas;
9 -Ler em voz alta todos os registros e apontamentos presentes no quadro, em mapas, cartazes, projeções, apresentações, etc.; no caso de filmes, os intervalos das falas podem ser usados para, em voz baixa, descrever os cenários e personagens para o aluno cego;
10 -Permitir gravações em áudio das aulas;
11 -Evitar barulho excessivo e movimentação intensa no ambiente, para não cansar e desorientar o aluno cego;
12 -Eliminar obstáculos dos corredores e do piso da sala (mochilas no chão, guarda-chuvas apoiados nas bordas das mesas ou cadeiras, brinquedos e objetos fora dos lugares certos, lápis no chão, etc.), evitando acidentes;
13 -Estimular os outros alunos a relacionarem-se com o aluno cego, auxiliando-o e participando com ele das atividades em grupo; também devem estar cientes das normas de segurança e dos cuidados que devem ter com a sala assim como dos motivos que justificam tais medidas.

A Escolarização da Criança Cega



A criança cega precisa desde cedo que as pessoas que interagem com ela tenham atitude positiva, ajam com naturalidade e oportunizem a ela o desenvolvimento máximo de suas possibilidades e talentos.
É importante evitar a superproteção e o sentimento de “pena”. A criança cega necessita de regras e limites claros como qualquer outra e não deve ter suas inadequações de comportamento justificadas pela ausência de visão.
É importante falar de frente para a criança cega e mencionar seu nome quando alguma referência for feita a ela, pois ela não tem percepção das expressões corporais ou gestuais. Pelo mesmo motivo, é importante prepará-la sempre para mudanças de ambientes, de posicionamento de objetos, de saída ou chegada de outras pessoas ao local onde se encontra com antecedência.

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